O conheci através de um amigo, desde então ele foi me envolvendo e seduzindo até que sucumbi a paixão. Ele é gaucho, jornalista e faleceu em 1996, Caio Fernando de Abreu, deixando um legado de contos belíssimos.
"Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente… um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertecendo. Estou realmente cansado. Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade… quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.” Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso. Confesso que agora só espero você."(Caio F. Abreu)
Poético, romântico e infantil. Ah..., seres humanos...., até quando buscarão fora o que só pode ser encontrado dentro? Até quando projetarão no outro (que em essência não existe)frustrações e fraquezas? Patético... .
ResponderExcluir"até quando buscarão fora o que só pode ser encontrado dentro?" Certa vez alguém me disse que o outro poderia ser um catalisador na busca pelo "eu"...
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