Depois que criei o blog não consegui
postar nenhum texto autoral, por achar pouco autentico medíocre ou por medo da
opinião alheia, tenho que confessar que até consigo escrever em um caderninho
nos meus momentos de devaneio, porém não tenho paciência e tempo
para digita-los. Escrever diretamente na página de postagem é a forma
que estou tentando driblar esta autocensura. O cursor piscando na tela é algo ameaçador
(risos) como se inibisse meus pensamentos de fluírem. Contudo, tentarei
terminar esta postagem e não mais ficar apagando e reescrevendo como já fiz inúmeras
vezes, me perdoem os erros de português. Estes pensamentos que teimam em se
repetir... Os escrevo para tirar esta agonia, para pararem de me sufocarem.
Entretanto, meu blog é além de tudo um lugar de recordações onde nada é
original. Afinal, como diria Jim Jarmusch:
“Nada é original. Roube de qualquer lugar que ressoa com a inspiração ou
de combustíveis para sua imaginação. Devore filmes antigos, novos filmes,
música, livros, pinturas, fotografias, poemas, sonhos, conversas aleatórias,
arquitetura, pontes, placas de rua, as árvores, as nuvens, as massas de água,
luz e sombras. Selecione somente para roubar coisas que falam diretamente à sua
alma. Se você fizer isso, o seu trabalho (e roubo) será autêntico. Autenticidade
é inestimável; originalidade é inexistente. E não se sinta incomodado em
esconder seu roubo – o celebre se você sentir vontade.
Em todo caso, lembre-se sempre o que Jean-Luc Godard disse:
‘Não é de onde você pega as ideias, mas para onde você as leva’ ”.
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