sábado, 10 de novembro de 2012


Para quê?

Para que achas que me queres?
Para saciar teus desejos em momentos de solidão?
Ou para passar o tempo a ler os teus caprichos?
Definitivamente, minha meiga, para isso não te faço servidão!

Tu fostes apagada do meu mundo virtual
É que só virtual faz-te seres.
Eu precisava de algo mais afim...
Algo que tivesse carne e ossos para poder sentir!

E tu com teu olhar sorrateiro de dama da noite
Sempre dizias: “Olhe meu senhor, deixa para o amanhã”
Mas o amanhã, querida senhorita, não mais chegará!

O que posso fazer do teu medo consistente em me ver?
Esperar mais e mais como o venho fazendo?
Não, definitivamente não, não podes o que me resta: o orgulho amargo do viver!
Por F. Spill

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