Para
quê?
Para
que achas que me queres?
Para
saciar teus desejos em momentos de solidão?
Ou
para passar o tempo a ler os teus caprichos?
Definitivamente,
minha meiga, para isso não te faço servidão!
Tu
fostes apagada do meu mundo virtual
É que
só virtual faz-te seres.
Eu
precisava de algo mais afim...
Algo
que tivesse carne e ossos para poder sentir!
E tu
com teu olhar sorrateiro de dama da noite
Sempre
dizias: “Olhe meu senhor, deixa para o amanhã”
Mas o
amanhã, querida senhorita, não mais chegará!
O que
posso fazer do teu medo consistente em me ver?
Esperar
mais e mais como o venho fazendo?
Não,
definitivamente não, não podes o que me resta: o orgulho amargo do viver!
Por F. Spill
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