Quando
a vi fiquei estático
O tempo
corria
Inexoravelmente
iria perdê-la
Como um
pássaro na mão
Que
livre, dá-se um rumo
O
tempo, objeto efêmero
Da
sensação que vivi
Algo
presente
Que tão
logo sumiu
Triste
dia de anseios delirantes
De
quando a tive
Mas que
voou
Longe
das tormentas inconseqüentes
Perto
de um porto feliz
Talvez
só me reste os versos
Lembranças
repetitivas
Da
idéia de perda
De algo
que passou e não vi...
Por F. Spill
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